ESTAÇÃO DO INFERNO como já cantava Paulo Ricardo. Nas partes sub polares do planeta o verão chega como um orgasmo, um grito de gozo coletivo ao ver Tupã, o Deus Sol de nossos ancestrais banhar o antigo continente em ondas energéticas. Como o asilo das águias nos picos das montanhas rochosas em busca de renovação o verão vem em prol dos que semearam o isolamento durante o inverno.
É baseado na simplicidade do eterno passar das estações do ano no continente europeu que percebo que a maldição dos trópicos vai mais fundo que a miséria que insiste em se perenizar nos países sul equatoriais. O eterno verão brasileiro vem como um eterno verão cheio de prazeres passageiros para uma grande maioria orgulhosa de sua pobre existência bronzeada enquanto para um pequeno grupo de pseudo intelectuais melancólicos o verão constante é uma prisão perpétua que os deixa isolados na autopiedade de uma caldeira do diabo em plena existência.
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