20021221
Bom, semana de stress. Tenho que preparar tudo antes de ir pro Brasil na proxima semana e neste fim de semana estou me mudando (temporariamente até voltar do Brasil) pra casa de uma amiga minha. É chato pq eu gostaria de estar estudando um pouco, adiantando minhas coisas e meus projetos. E o pior é a questão da competitividade, pois eu sei que "every motherfucker" da minha sala está estudando para mandar bem nas provas.
Bem, após bastante esforço eu consegui estar na média da turma. Eu juro que se eu tivesse feito todo esse esforço preparatório na minha graduação no Brasil eu iria conseguir um mestrado honoris causa. Aqui eu só consegui ficar no meio. Por outro lado TODOS os estrangeiros (exceção de um colombiano) da minha turma foram praticamente eliminados pois tiraram cerca de 2/20. É amigos da rede globo, a situação é dramática e eu estou começando a achar que só tem doente nessa porra...
O mais interessante é que eu estou conseguindo me integrar bem no grupo. Tipo vou almoçar com a galerinha da turma onde os doentes só ficam falando de estudo, professores, etc... Logicamente as mulheres (gatinhas) que vão comer não dirigem a palavra e ficam imersas em um esnobismo entre uma batata frita, uma babadinha de ketchup no canto da boca e um big mac. Esse país é mesmo muito estranho..
Mais estranho ainda foi quando um doente mental (o cara tirou 17/20 em uma prova, o que realmente é inacreditável para os parametros franceses!) comprou uma parada que fazia uma reação quimica e deixou na sala causando um cheiro de peido HORRÌVEL!!! simplesmente horrível.... Foi engraçado, mas na boa isso é bem coisa de debil mental...Se ainda fosse no banheiro da biblioteca....
Bem, após bastante esforço eu consegui estar na média da turma. Eu juro que se eu tivesse feito todo esse esforço preparatório na minha graduação no Brasil eu iria conseguir um mestrado honoris causa. Aqui eu só consegui ficar no meio. Por outro lado TODOS os estrangeiros (exceção de um colombiano) da minha turma foram praticamente eliminados pois tiraram cerca de 2/20. É amigos da rede globo, a situação é dramática e eu estou começando a achar que só tem doente nessa porra...
O mais interessante é que eu estou conseguindo me integrar bem no grupo. Tipo vou almoçar com a galerinha da turma onde os doentes só ficam falando de estudo, professores, etc... Logicamente as mulheres (gatinhas) que vão comer não dirigem a palavra e ficam imersas em um esnobismo entre uma batata frita, uma babadinha de ketchup no canto da boca e um big mac. Esse país é mesmo muito estranho..
Mais estranho ainda foi quando um doente mental (o cara tirou 17/20 em uma prova, o que realmente é inacreditável para os parametros franceses!) comprou uma parada que fazia uma reação quimica e deixou na sala causando um cheiro de peido HORRÌVEL!!! simplesmente horrível.... Foi engraçado, mas na boa isso é bem coisa de debil mental...Se ainda fosse no banheiro da biblioteca....
20021216
Agora, pensem na irracionalidade que é uma pena de morte. O que o assassino tem a perder quando o que está em jogo é a sua sobrevivência e não a sua reabilitação? Ele vai ter medo de que?
Assassinos sem medo, assassinatos mais violentos, sociedade com medo, sociedade mais violenta, relação intersocial deteriorada, estado dividido, cidade partida.
Assassinos sem medo, assassinatos mais violentos, sociedade com medo, sociedade mais violenta, relação intersocial deteriorada, estado dividido, cidade partida.
É interessante ver como o medo é responsável pelas maiores barbaridades da história. Exemplo típico e recorrente de se citar a Alemanha nazista, Hitler perseguiu os judeus pois se sentiu ameaçado pelo poderio econômico daquele povo na Alemanha.
No final das contas, trata-se de um instinto primitivo e perigoso nos dias de hoje, não só no meio das relações interpessoais mas tb nas relações internacionais e nos investimentos. Outro exemplo clássico é o da Cobra, do Linchamento do assaltante, isso é tudo reflexo do medo.
Quem faz o medo? Em grande parte a mídia, a boataria, a certeza de que alguma coisa que pode te afetar chama mais atenção do que a estabilidade.
Mas o medo causa o pânico irmão novo da injustiça, pois o pânico traz o elemento aleatório para a realidade. Ou seja, quanto mais pânico, quanto mais caos, mais somos jogados a nossa própria sorte.
E o pânico se auto alimenta.
Por isso, o reflexo racional do medo é pensar o que está por detrás da ameaça. O reflexo irracional está em agredir, o que cria um efeito na outra pessoa e o que está em jogo em um simples reflexo passa a ser cada vez maior.
O medo está em toda parte, a lucides está nos que conseguem manter a calma.
No final das contas, trata-se de um instinto primitivo e perigoso nos dias de hoje, não só no meio das relações interpessoais mas tb nas relações internacionais e nos investimentos. Outro exemplo clássico é o da Cobra, do Linchamento do assaltante, isso é tudo reflexo do medo.
Quem faz o medo? Em grande parte a mídia, a boataria, a certeza de que alguma coisa que pode te afetar chama mais atenção do que a estabilidade.
Mas o medo causa o pânico irmão novo da injustiça, pois o pânico traz o elemento aleatório para a realidade. Ou seja, quanto mais pânico, quanto mais caos, mais somos jogados a nossa própria sorte.
E o pânico se auto alimenta.
Por isso, o reflexo racional do medo é pensar o que está por detrás da ameaça. O reflexo irracional está em agredir, o que cria um efeito na outra pessoa e o que está em jogo em um simples reflexo passa a ser cada vez maior.
O medo está em toda parte, a lucides está nos que conseguem manter a calma.
Assisti no cinema ontem a Bowling for Columbine. Trata-se de um documentário americano sobre os verdadeiros motivos que levaram ao massacre da Columbine High School em 1999.
Acredito que este é o melhor documentário deste ano. Não costumo ver documentários no cinema, mas neste caso eu recomendo vivamente. O diretor consegue de uma forma feliz conciliar forma e fundo para transmitir uma idéia tão complexa. Tudo isso feito com uma idéia, uma camera e bastante inteligência, bom senso e sobretudo humor. Entrevistas com Charles Heston, Marylin Mason e os criadores de south park ilustram o "estudo" feito pelo diretor.
É surpreendente ver que, ao contrário do meu preconceito, um americano de Mischigan, criado em um ambiente onde proliferam armas e argumentos banais, ele mesmo membro da NRA (National Riffle Association) possa ter uma luscides tão grande quanto a questâo. Sem dúvida Bowling for Columbine é uma boa pedida.
Acredito que este é o melhor documentário deste ano. Não costumo ver documentários no cinema, mas neste caso eu recomendo vivamente. O diretor consegue de uma forma feliz conciliar forma e fundo para transmitir uma idéia tão complexa. Tudo isso feito com uma idéia, uma camera e bastante inteligência, bom senso e sobretudo humor. Entrevistas com Charles Heston, Marylin Mason e os criadores de south park ilustram o "estudo" feito pelo diretor.
É surpreendente ver que, ao contrário do meu preconceito, um americano de Mischigan, criado em um ambiente onde proliferam armas e argumentos banais, ele mesmo membro da NRA (National Riffle Association) possa ter uma luscides tão grande quanto a questâo. Sem dúvida Bowling for Columbine é uma boa pedida.
20021212
À todos os blogs esquecidos, parados, perdidos entre os zeros e o uns da insignificância.
À todos os planos, sonhos, esperanças que um dia tiveram aqueles que queriam conquistar
o mundo sentado atrás de um computador.
À todos aqueles que quiseram fazer de seus pensamentos a verdade universal.
À todos aqueles que procuram entender a ignorância do mundo.
À todos aqueles que querem mandar um sinal de alerta em um deserto de esquecimento.
À todos aqueles que se preocupam, realmente se preocupam...
Eu vos digo:
Se quiser serem ouvidos estudem ou posem para a playboy.
Porque esse planeta é feito de bundas e pensamentos, bundas e pensamentos, bundas e pensamentos....
e ai daquele que ouse ultrapassar essa concepção estrutural.
À todos os planos, sonhos, esperanças que um dia tiveram aqueles que queriam conquistar
o mundo sentado atrás de um computador.
À todos aqueles que quiseram fazer de seus pensamentos a verdade universal.
À todos aqueles que procuram entender a ignorância do mundo.
À todos aqueles que querem mandar um sinal de alerta em um deserto de esquecimento.
À todos aqueles que se preocupam, realmente se preocupam...
Eu vos digo:
Se quiser serem ouvidos estudem ou posem para a playboy.
Porque esse planeta é feito de bundas e pensamentos, bundas e pensamentos, bundas e pensamentos....
e ai daquele que ouse ultrapassar essa concepção estrutural.
20021210
Bombas sobre Bagdá.
Bem, é engraçado como a persistência e a perseverança transformam as pessoas de mocinhos em vilões. Pode ser paradoxal, mas a pessoa que tiver como objetivo acabar com a violência no mundo, ela mesma vai ter que fazer isso pelo viés da violência. A imposição universal de um valor é uma violência em si mesmo pq se houvesse um valor universal ele poderia (deveria!?) ser feito a qualquer custo.
Esse totalitarimo me faz lembrar Bagda por duas razões. Uma é a presença de Sadam, o cara que conseguiu 100% dos votos nas ultimas eleições e que é o vilão mais caricato que a terra já assistiu depois de Hitler. O outro, tb vilão e não menos caricato é o Bush que interpreta o xerife que está disposto a tudo para prender o vilão... mesmo ignorar a opinião crítica.
É ignorando a opinião e tentando fazer o bem com as proprias mãos que a tão falada justiça que pregava o mocinho no começo do discurso se transforma cada vez mais em uma "perseverança prepotente" que indica que os seus valores devem ser impostos a qualquer preço (o que nos faz lembrar de.... de.....Bin Laden!).
Bem, nessa história de vilões acabam faltando mocinhos para que possamos torcer a favor... Ou seria Bush apenas um coitado Dom Quixote que se viu armado da maior cavalaria de todo planeta para lutar contra seus moinhos?
Bem, é engraçado como a persistência e a perseverança transformam as pessoas de mocinhos em vilões. Pode ser paradoxal, mas a pessoa que tiver como objetivo acabar com a violência no mundo, ela mesma vai ter que fazer isso pelo viés da violência. A imposição universal de um valor é uma violência em si mesmo pq se houvesse um valor universal ele poderia (deveria!?) ser feito a qualquer custo.
Esse totalitarimo me faz lembrar Bagda por duas razões. Uma é a presença de Sadam, o cara que conseguiu 100% dos votos nas ultimas eleições e que é o vilão mais caricato que a terra já assistiu depois de Hitler. O outro, tb vilão e não menos caricato é o Bush que interpreta o xerife que está disposto a tudo para prender o vilão... mesmo ignorar a opinião crítica.
É ignorando a opinião e tentando fazer o bem com as proprias mãos que a tão falada justiça que pregava o mocinho no começo do discurso se transforma cada vez mais em uma "perseverança prepotente" que indica que os seus valores devem ser impostos a qualquer preço (o que nos faz lembrar de.... de.....Bin Laden!).
Bem, nessa história de vilões acabam faltando mocinhos para que possamos torcer a favor... Ou seria Bush apenas um coitado Dom Quixote que se viu armado da maior cavalaria de todo planeta para lutar contra seus moinhos?
20021209
Estah frio pra cacete aqui. Cerca de 0 graus e está parecendo que não dá para ficar muito mais frio do que isso.... Quer dizer, situações extremas é questão de tolerância, sempre que vc acha que não dá para ficar pior acaba ficando e vc acaba se acostumando. Mas a situação foi tão escrota no ano passado que esse ano em outubro eu já estava bolado que o inverno estava chegando e estava fazendo frio.
Agora simplesmente está horripilante, fica aquele clima de cidade maldita, inospita, fadada a alguma maldição... as ruas vazias, as poucas pessoas que passam andam de pressa e totalmente encasacadas....
Tudo se passa em segredo, nos ambientes privados, dentro de casas pequenas e aquecidas. Imaginem durante a segunda guerra mundial...... O inverno deveria causar uma enorme sensação de conspiração, de que alguma coisa estava se passando, de que algo estava errado. E o medo não era somente o medo do frio.
Definitivamente para entender o que se passa na cabeça da maior parte do mundo (principalmente do hemisfério norte) tem que entender o inverno e as sensações que ele provoca. As pessoas são diferentes em cada estação.
Agora simplesmente está horripilante, fica aquele clima de cidade maldita, inospita, fadada a alguma maldição... as ruas vazias, as poucas pessoas que passam andam de pressa e totalmente encasacadas....
Tudo se passa em segredo, nos ambientes privados, dentro de casas pequenas e aquecidas. Imaginem durante a segunda guerra mundial...... O inverno deveria causar uma enorme sensação de conspiração, de que alguma coisa estava se passando, de que algo estava errado. E o medo não era somente o medo do frio.
Definitivamente para entender o que se passa na cabeça da maior parte do mundo (principalmente do hemisfério norte) tem que entender o inverno e as sensações que ele provoca. As pessoas são diferentes em cada estação.
20021208
Hoje eu vi Insomnia com o RObert de Niro e o Robbin Williams. Legalzinho.... é um filme meio policial que se passa no Alaska.
Estou a fim de ver Harry POtter (eu gostei do primeiro!), um documentário chamado Bloody Sunday - sobre a repressão ao IRA e a guerra civil irlandesa! e um francês "Adolphe".
Eu perdi o Jay e Silent bob que passou tem umas duas semanas..... e eu acho que vou perder o show do Nada Surf amanhã....
Estou a fim de ver Harry POtter (eu gostei do primeiro!), um documentário chamado Bloody Sunday - sobre a repressão ao IRA e a guerra civil irlandesa! e um francês "Adolphe".
Eu perdi o Jay e Silent bob que passou tem umas duas semanas..... e eu acho que vou perder o show do Nada Surf amanhã....
A técnica e o feeling.
Sempre fui um cara que aprecia o feeling. Talvez porque sempre que começo a ficar "bonzinho" em algo eu abandono a técnica (e ai so resta o feeling).
De qualquer maneira, qual é o certo a técnica ou o feeling?
Bem, até um tempo atras eu falaria o feeling. Mas, será que vale a pena desprezar o esforço de milhares de pessoas que escreveram livros?
Bem, eu não sei... só sei que parei na metade dos feelings que eu tenho, pois eles não construiram muitas coisas de concreto. É meio estranho vc apresentar o CV quase em branco escrito somente "feeling para muitas coisas!".
Então aqui estou estudando feito um condenado para adquirir técnica em pelo menos alguma coisa... direito.... Quero ser bastante técnico em algo para alcançar algum respeito e poder extravazar o meu feeling....
Sempre fui um cara que aprecia o feeling. Talvez porque sempre que começo a ficar "bonzinho" em algo eu abandono a técnica (e ai so resta o feeling).
De qualquer maneira, qual é o certo a técnica ou o feeling?
Bem, até um tempo atras eu falaria o feeling. Mas, será que vale a pena desprezar o esforço de milhares de pessoas que escreveram livros?
Bem, eu não sei... só sei que parei na metade dos feelings que eu tenho, pois eles não construiram muitas coisas de concreto. É meio estranho vc apresentar o CV quase em branco escrito somente "feeling para muitas coisas!".
Então aqui estou estudando feito um condenado para adquirir técnica em pelo menos alguma coisa... direito.... Quero ser bastante técnico em algo para alcançar algum respeito e poder extravazar o meu feeling....
20021205
Uma coisa que me fascina é o exato momento em que a pessoa decide alguma coisa. Ex.: decidi que vou comprar um carro. Antes de eu ter decidido aquela era uma idéia que: a- Passava pela minha cabeça mas não sabia que teria meios de concretiza-la b- Não passava pela minha cabeça mas ao pensar nela descobri ser uma boa idéia. c- Achava que era uma idéia ruim até analizar por outro lado.
O que me fascina é que quando vc está contrabalançando os prós e os contras na sua cabeça, tudo pode fazer vc ser influenciado. A opinião de uma pessoa, uma propaganda, um gasto a mais que vc fez....Mas a partir do momento mágico que vc "comprou" a idéia, não há como voltar atrás... Todos os argumentos contrários perderam o embasamento.
Enfim, será que essa questão de poder mudar as situações concretas tb pode ser aplicado a capacidade de consumo? Digo, o que será que muda na cabeça das pessoas com determinado poder aquisitivo que lhes permita comprar coisa de que elas tem uma necessidade de algo?
Ou melhor, o que faz uma má idéia (a priori) passar a ser uma boa idéia em termos de consumo?
O que faz as pessoas comprarem post-it amarelos? O que faz as pessoas comprarem Maccookies? O que faz alguém querer comprar aquele novo fiat? O que faz alguém comprar qq coisa de uma loja de 1,99?
Depois de muito refletir eu acho que é por que ao invés delas pensarem "Porque?" elas pensam "Porque não?".
(E o "porque não?" é uma pergunta que NUNCA pode ser feita quando não se quer algo)
Agora, ainda não consegui responder oq faz as pessoas pararem de pensar "porque?" e começam a pensar "porque não?"
O que me fascina é que quando vc está contrabalançando os prós e os contras na sua cabeça, tudo pode fazer vc ser influenciado. A opinião de uma pessoa, uma propaganda, um gasto a mais que vc fez....Mas a partir do momento mágico que vc "comprou" a idéia, não há como voltar atrás... Todos os argumentos contrários perderam o embasamento.
Enfim, será que essa questão de poder mudar as situações concretas tb pode ser aplicado a capacidade de consumo? Digo, o que será que muda na cabeça das pessoas com determinado poder aquisitivo que lhes permita comprar coisa de que elas tem uma necessidade de algo?
Ou melhor, o que faz uma má idéia (a priori) passar a ser uma boa idéia em termos de consumo?
O que faz as pessoas comprarem post-it amarelos? O que faz as pessoas comprarem Maccookies? O que faz alguém querer comprar aquele novo fiat? O que faz alguém comprar qq coisa de uma loja de 1,99?
Depois de muito refletir eu acho que é por que ao invés delas pensarem "Porque?" elas pensam "Porque não?".
(E o "porque não?" é uma pergunta que NUNCA pode ser feita quando não se quer algo)
Agora, ainda não consegui responder oq faz as pessoas pararem de pensar "porque?" e começam a pensar "porque não?"
Ontem eu fui em um show alternativo. Era um show num espaço legal, tipo o Ballroom (um pouco menor) para promover uma rádio. Então o esquema foi que o convite era "de grátis" mas tinha que tira-lo lá na rádio.
Simians (inglês), Avril (francês mas canta em inglês) e Calexico (americano). Bem, a grande "estrela" da noite era o Calexico. Então sentei em um sofá e fiquei ouvindo Simians e depois Avril fazerem aquelas musicas estilo "não queremos fazer sucesso" mas no fundo no fundo estavam doidos para assinar com uma grande gravadora....
Ai chegou a grande estrela da noite... Calexico.... o problema é que dois integrantes estavam faltando (!?!) e então ficou só o baterista e o guitarrista/cantor levando um som... Porra, na boa... aí é foda.... Eu já não conhecia o grupo (apesar de aparentemente ser bom!) mas quando chegam para apresentar o grupo e falam que o pessoal vai "levar um som" é para perder a moral!
Simians (inglês), Avril (francês mas canta em inglês) e Calexico (americano). Bem, a grande "estrela" da noite era o Calexico. Então sentei em um sofá e fiquei ouvindo Simians e depois Avril fazerem aquelas musicas estilo "não queremos fazer sucesso" mas no fundo no fundo estavam doidos para assinar com uma grande gravadora....
Ai chegou a grande estrela da noite... Calexico.... o problema é que dois integrantes estavam faltando (!?!) e então ficou só o baterista e o guitarrista/cantor levando um som... Porra, na boa... aí é foda.... Eu já não conhecia o grupo (apesar de aparentemente ser bom!) mas quando chegam para apresentar o grupo e falam que o pessoal vai "levar um som" é para perder a moral!
20021201
A ARTE
Porque as pessoas se preocupam tanto com a arte passada? Isso é uma questão que eu procuro entender e sempre pergunto as pessoas que gostam de música clássica.
Eu sempre achei que música clássica é uma perda de tempo. Posso estar errado, mas isso não importa pois eu tenho a convicção de que é uma grande perda de tempo ficar restrito em uma musica do século passado com tantas coisas novas por aí.
No entanto, eu acho que com o excesso de informações e com a escassez de tempo, a informação se torna cada vez mais uma opção, e nada mais fundamental do que a liberdade de pensamento para justificar que uma pessoa tenha preferência por música clássica.
O que eu acho engraçado é que, tanto quanto as pessoas que gostam de coisas menos populares (Jazz, Doom Metal, Tecno, Opera) as pessoas que gostam de musica clássica revestem a sua frustração de ver que a opção de sua escolha musical não é compartilhada por outras pessoas em uma forma de religião, onde a única salvação é gostar da música pregada por .....Mozart, Schubert, Bethoven, etc.
Em nome de que as pessoas se acham superiores por ouvirem músicas teoricamente mais avançadas? Em nome da técnica? Se fosse por isso as pessoas cultas só ouviriam Steve Vai, Joe Satriani, etc. Em nome do valor histórico? Não acredito, pois apesar de ter reconhecidamente um valor histórico não conheço ninguém que ouça música egipcia ou musica tupi guarani.
Acredito que o marketing da sofisticação de alguns tipos de arte sejam os responsáveis por uma padronização pseudo-intelectual de que algumas expressões artísticas são superiores à outras. Como eu li num livro, o conhecimento provém de duas coisas da razão e da fé. Neste caso não existe, na minha opinião, nenhum critério racional para justificar essa superioridade. O que nos leva a crer que é a fé, ou seja a crença de que a "música clássica" é superior a outros tipos de música que justifica essa afirmação.
Porque as pessoas se preocupam tanto com a arte passada? Isso é uma questão que eu procuro entender e sempre pergunto as pessoas que gostam de música clássica.
Eu sempre achei que música clássica é uma perda de tempo. Posso estar errado, mas isso não importa pois eu tenho a convicção de que é uma grande perda de tempo ficar restrito em uma musica do século passado com tantas coisas novas por aí.
No entanto, eu acho que com o excesso de informações e com a escassez de tempo, a informação se torna cada vez mais uma opção, e nada mais fundamental do que a liberdade de pensamento para justificar que uma pessoa tenha preferência por música clássica.
O que eu acho engraçado é que, tanto quanto as pessoas que gostam de coisas menos populares (Jazz, Doom Metal, Tecno, Opera) as pessoas que gostam de musica clássica revestem a sua frustração de ver que a opção de sua escolha musical não é compartilhada por outras pessoas em uma forma de religião, onde a única salvação é gostar da música pregada por .....Mozart, Schubert, Bethoven, etc.
Em nome de que as pessoas se acham superiores por ouvirem músicas teoricamente mais avançadas? Em nome da técnica? Se fosse por isso as pessoas cultas só ouviriam Steve Vai, Joe Satriani, etc. Em nome do valor histórico? Não acredito, pois apesar de ter reconhecidamente um valor histórico não conheço ninguém que ouça música egipcia ou musica tupi guarani.
Acredito que o marketing da sofisticação de alguns tipos de arte sejam os responsáveis por uma padronização pseudo-intelectual de que algumas expressões artísticas são superiores à outras. Como eu li num livro, o conhecimento provém de duas coisas da razão e da fé. Neste caso não existe, na minha opinião, nenhum critério racional para justificar essa superioridade. O que nos leva a crer que é a fé, ou seja a crença de que a "música clássica" é superior a outros tipos de música que justifica essa afirmação.