Apos a partida da minha irmã, retomo as minhas leituras agora na parte da filosofia política. É impressionante como estamos cegos pela nossa realidade e as vezes pode parecer dificil se evoluirem às novas idéias.
A questão é que o que hoje parece ser razoavelmente estudado, a questão do poder interno dos Estados, na verdade é apenas o embrião de uma necessidade maior que é a coordenação de poderes entre os Estados.
Tomamos o exemplo clássico de Hobbes, o papel do Estado na figura de um monstro medieval "Leviatan" que é paradoxalmente destrutivo e necessário para a vida das pessoas. A sociedade global representa a necessidade de se coordenar todos os "Leviatans" existentes para que exista apenas um por sociedade (lembrem-se é necessário 1 dragão para cada castelo, dois dragões torna-se prejudicial ao castelo).
Enfim, a política moderna estabelece que cada "monstro" (na verdade o poder coercitivo do Estado) deve ficar em seu lugar sob o risco de gerar uma insegurança. O direito internacional não deve ser encarado como a possibilidade de coação por um país - como faz crer o modelo de direito internacional americano - e sim a coordenação de vários poderes de coação diferentes.
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