20020813

Viadagem a parte ontem eu fui na BHV (tudo bem, é o magazin gay de Paris) para levar os meus filmes pra revelar. Lah chegando fui dar um role e passei pela parte de discos onde decepcionei-me com o novo do MOBY, recordei-me de algumas musicas do DAVID GUETTA que tocaram em Mykonos e fui para a sessão de livros onde fui procurar o livro que inspirou A+Pollux, que se chama "Les Chameaux sauvages" (os camelos selvagens). Não consegui encontra-lo mas eu acabei comprando um livro de bolso sobre um cara que experimenta ecstasy "Nouvelles sous ecstasy". Depois fui no correio apanhar um livro que chegou pela Amazon.fr "Le Droit Naturel" que é um livro de um professor meu que se chama Alain Seriaux e é basicamente um dos caras mais filosoficos sobre o direito comercial atualmente. Já li o primeiro capitulo.

Eu não gosto de paradas muito "cabeças". Até acho que a maioria das pessoas e das conversas "intelectuais" me dão vontade de ou dormir ou dar um soco na cara do pseudo-intelectual. A grande maioria não passa de enroladores. Mas foi aqui na França que eu descobri algumas pessoas que sabem ter uma conversa mais intelectualizada de maneira agradável. No Brasil o cara inseguro já descarrega um monte de Autor, filosofos e textos desconhecidos para demonstrar a "superioridade" dele na conversa. Aqui vc passa um tempo conversando, ninguém cita livro nem nada pq o importante é o que VC acha sobre as coisas. A sua descoberta para o mundo, isso que é bonito os textos (sejam ele politico, filosofico ou literários) são mero instrumentos de transformação....o resto é palhaçada.

Seriaux fala disso (essa parte do palhaçada eu inventei) quando ele fala que existem duas fontes de conhecimento, a fé e a razão. A fé é toda a forma de conhecimento que tem outra pessoa por intermediário. Vc precisa acreditar na outra pessoa para aquilo se tornar um conhecimento para vc. A razão são as suas experiências próprias, basicamente aquilo que vc aprende por vc mesmo ou por dedução. A descoberta das experiencias que vc pode ter por vc mesmo que se chama "Awekening" (despertar). Basicamente é a noção de que a filosofia é o futuro e não o passado. O que está escrito é importante sim, mas o Awekening é de certa forma a perturbação do que foi escrito, para os nerds a noção de que podemos sair da Matrix. Mas como? Bem, essa é a grande questão filosófica.... Para onde vamos e não de onde viemos.

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