20040510

O ULTIMO DOS BASTIõES

A entrada do exercito no Rio deve ser considerada como o último recurso na luta contra o tráfico. Anos de ditadura fizeram do exercito a única instituição não sucateada pela corrupção, pelo despreparo e pela demagogia. Demérito aliás da ditadura e não um mérito propriamente do exército.

Um Estado se faz através de suas instituições. A falência da polícia (executivo) no combate ao tráfico, a falência do judiciário na perseguição, prisão e condenação de traficantes e até o legislativo que apresentou um ou dois casos de ligação com o tráfico de drogas fez desabar uma à uma todas as instiuições brasileiras.

O exército entra como o último guerreiro, a última arma secreta. Se der errado viramos Colombia.

Mas nada está definido ainda. No Globo de hoje vê-se que os interesses de Rosinha (que certamente não representam o interesses do Rio de Janeiro) são muito diferentes dos interesses do governo federal no épisódio. Acho díficil que cheguem à um acordo. Embora eu espero que cheguem à uma solução.

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