20040319

Estrat?gia Telemar para pegar mulheres em Paris - Confer?ncia na British Science Society

N?o sei se vcs sabem caros leitores mas como um cientista de estudos comportamentais trabalhando faz algum tempo na linha de pesquisa relacionamentos homemxmulher tenho que fazer alguns sacrificios em nome da ciencia, o que nem sempre ? f?cil e o que nem sempre coincide em implementar id?ias geniais.

H? algum tempo atr?s aprendi que o ambiente interativo mulherxhomem depende em muito do fator social e que neste lado o objetivismo matem?tico abre alas ao subjetivismo das ciencias humanas. Foi ai que eu conclui que "t?cnicas brasileiras para pegar mulher" n?o funcionam em Paris. A quest?o era ent?o tentar reconhecer t?cnicas francesas para depois, em uma an?lise comparativa tentar alcan?ar algo de objetivo, concreto e global. Algo conhecido cientificamente (antes de ser cantado por Leo Jaime) como a "f?rmula do amor" - ali?s t?tulo digno de um filme da se??o da tarde.

Bem, nesse primeiro ponto a minha linha de pesquisa se diversificou a tal ponto que tentei boates, internet, festinhas, contatos em faculdade e tudo parecia chegar a um nivel de complexidade tal que a reprodu??o me parecia inconcebivel em terras francesas. Foi ai que surgiu uma reflex?o fundamental para o meu raciocinio. A quest?o n?o era aonde mas sim como.

Depois de testar v?rias t?cnicas das mais sutis ?s menos sutis comecei a achar que a quest?o ? ser discreto e ao mesmo tempo eficaz. Por isso, em um primeiro tempo comecei a testar a famosa t?cnica "tomar um caf?" que devido ? sua sutileza foi adaptada posteriormente para "Vamos fazer alguma coisa, qual ? o seu telefone?" e ? sobre minhas pesquisas nesse assunto o objetivo da minha palestra.

O m?s de janeiro e come?o de fevereiro foi o per?odo de coleta de dados ent?o fui em reuni?es particulares (o ambiente t?pico de a??o) e colhi 5 numeros de telefone (o equivalente brasileiro ? mais ou menos 5 telephone numbers - british standart for scientific experiments) de 5 diferentes esp?cimens de 5 pa?ses da Europa. Ap?s a conclus?o dessa fase os resultados pareciam altamente satisfat?rios pois a princ?pio as chances de acerto eram grandes, os riscos pequenos e o grau de fiabilidade das fontes satisfat?rio.

Os problemas come?aram na opera??o de sa?da e na diversidade das fontes. Esse ? um momento delicado aonde tive que escolher entre trabalhar em equipe ou continuar a minha empreitada sozinho. A quest?o ? que a ci?ncia pede uma equidade de rea??es e, nesse sentido uma equipe de experts agindo de maneira diferente ou inadequada poderia atrapalhar o grau de pureza da minha experi?ncia.

Foi assim que, em um primeiro tempo encontrei uma dificuldade de gerar tempo para me dedicar as participantes (eu preferi usar o termo participante do que cobaias por motivos ?ticos). Em segundo as rea??es eram muito diversas para objetivar as rea??es e os resultados, terceiro influ?ncia das dinamicas sociais interferiam muito nas rea??es das participantes (o que eliminou direta ou indiretamente 2/5 das participantes).

Uma constata??o no entanto me pareceu interessante. As aparencias enganam.... As participantes que pareciam mais dificeis na coleta de telefones foram as mais agrad?veis em um contato posterior alterando assim o grau de acessibilidade que eu havia planejado. Outra coisa me pareceu a preferencia clara aos contatos telefonicos diretos em rela??o aos contatos feitos atrav?s de mensagens entre telefones celulares.

Constata??o n?o menos interessante: Em todo o tempo de contato (aproximadamente 45 dias) com as participantes raras foram as liga??es que eu recebi... No m?ximo uma mensagem (SMS).

A isso soma-se um dado interessante: Diferentemente do que pensavamos o interesse do programa n?o ? necessariamente levado em conta desde que preserve-se por?m, ao menos ? principio, uma neutralidade no ambiente.

Finalmente uma ultima conclus?o: Ap?s dois encontros as chances de estabelecer um contato m?ximo com as participantes diminuia exponencialmente, significando uma complexidade gradual relacionando o objetivo principal ao numero de encontros feitos. Paradoxalmente ap?s algum tempo de recondicionamento algumas participantes pareciam aumentar a sucetibilidade.

Como conclus?o geral eu diria que a estrat?gia telemar em Paris peca por alguns motivos b?sicos e a maioria ? gerada no grau de diversidade do ambiente humano o que influencia muito as rea??es e que causam uma certa estranheza ao cientista acostumado com o ambiente brasileiro. As novas tecnologias no meio, especialmente o telefone celular, dinamizam a interatividade com as participantes, o que n?o ? necessariamente uma virtude.

Considero ent?o os resultados insatisfat?rios e estarei enviando um relat?rio sobre novas pesquisas ? serem realizadas nesse setor.

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