Serginho boa vida me pediu para postar um comentário sobre a questão da violência. Não vou postar nos comments pq não faz sentido então, como o comentário é interessante, lá vai:
"Na boa, o lance da violência no Rio é algo extremamente óbvio e complexo ao mesmo tempo. O pior é que cada dia mais se transforma em algo banal.
Vou só comentar um detalhe.
As pessoas estão num papo de exército na rua, intervenção e coisa e tal que eu acho dos mais fajutos.
Existem alguns aspectos militares que acho interessante. O pai de uma amiga que é militar, atualmente aposentado, cometou que isso foi assunto de discussão na ESG - Escola Superior de Guerra.
A opção mais condizente seria cerca a favela, mandar evacuar e começar o ataque com artilharia para depois as tropas subirem. Dramático e excesso de guerrilha urbana.
Outra opção seriam as forças especias, caras bem treinados pacas que inclusive estão preparados para guerrilha e guerra civil. Mas a PM já tem o seu paralelo que é o BOPE que tem preparo e armamento suficiente para encarar a bandidagem.
Então vem a conclusão que é ao mesmo tempo óbvia e complexa, o problema do Estado não é falta de capacidade de força bruta mas a capacidade de manter o seu poder, ou seja, o motivo que fez com que aquelas pessoas em teoria assinassem o contrato social (acho que é Hobbes) com o Estado para que este lhes protegesse e realizasse a função de tutela estatal. Como o Estado não faz seu dever de casa o tráfico acaba assumindo o poder novamente e a classe média formadora de opinião tem que ouvir na hora do jantar numa gravação de celular o Fernandinho Beira-Mar clamando "Tá dominado, tá tudo dominado".
é, acho que a coisa é complexa mesmo..."
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