20020424
Do amor todo mundo já falou, mas ninguém sabe o que eu senti quando eu senti aquela presença entrar pela porta. Meus olhos viram todas as cores do espectro somadas as cores de van gogh concentrando em torno e sobre aquela mulher que acabara de chegar com os raios solares em uma mochila, enquanto o meu nariz sentia os perfumes de todos os desconhecidos presentes e o misturavam com o gosto da comida em uma mistura estranhamente prazerosa. Meus ouvidos transformavam as conversas entremeadas com o passar dos carros em uma musica que ainda não foi criada e o meu paladar transformou o café que eu bebia em pessego em calda. O meu tato eu não me lembro o que ele sentia, talvez porque ele não sentisse nada, mas o fato é que durante alguns segundos todos os meus órgãos de percepção estavam errados. Talvez porque eles fossem egoistas demais para passar o que viram, talvez porque o cérebro, sempre ele o mais esperto do corpo humano, aproveitava a energia que a presença dela me trouxe, como catalizador de uma química misteriosa que fez confundir todos os meus sentidos. Uma coisa porém é certa, tenham ou não se expressado da maneira adequada, aquilo não foi um momento normal.
Sem comentários:
Enviar um comentário